sexta-feira, 14 de junho de 2019

Cabeça de lobo de 40 mil anos muito preservada é encontrada na Rússia


Uma cabeça de um lobo de 40 mil anos, proveniente do final da Idade do Gelo, foi encontrada por ALBERT PROTOPOPOV perto de um rio na cidade de Yakutia, na Rússia. Cientistas japoneses e pesquisadores russos da Sakha Academy of Sciences querem estudar a fundo as características do animal encontrado e analisar seu o DNA: os especialistas acreditam que a cabeça seria uma espécie de “trofeú” de um caçador que viveu no período. (Fotos de ALBERT PROTOPOPOV)

Leia na integra na revista Galileu ou em Aventuras na História

Ainda segundo os pesquisadores, o animal poderia ter até cerca de 2 metros em comprimento ( ariz até a cauda). Os cientistas acreditam que ele era um lobo-gigante pré-histórico adaptado ao clima gelado. A cabeça foi conservada pelo gelo e ainda possui pelos, presas e até mesmo o cérebro. Ela pertenceu a um animal adulto que morreu quando tinha entre 2 a 4 anos de idade. A cabeça tem 40 centímetros de comprimento e é 25% por cento maior do que a dos lobos-cinzentos atuais.





quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Fósseis de aranhas com olhos que 'brilham'

Primitivo aracnídeo apresenta uma importante adaptação para a visão noturna.

Foto: FOTO DE PAUL ANTONY SELDEN

Em um novo estudo publicado na revista científica Journal of Systematic Paleontology, uma equipe liderada pelo paleontólogo Tae-Yoon Park, do Instituto de Pesquisas Polares da Coreia, revelou dez fósseis de pequenas aranhas, cada uma com menos de 2,5 cm. Os restos desses animais incluem duas novas espécies e uma novidade para a paleontologia: a versão de óculos de visão noturna de uma aranha.

Foto: FOTO DE PAUL ANTONY SELDEN

Antes desse estudo, todos os fósseis conhecidos de lagonomegopids—um grupo extinto de aranhas—haviam sido encontrados em âmbar, inclusive essa amostra de 99 milhões de anos. J. dalingwateri e K. samsiki são as primeiras lagonomegopids encontradas em rocha.
A descoberta esclarece um pouco mais sobre o comportamento primitivo das aranhas que, em número, são um dos mais importantes predadores da Terra moderna.

Confira em detalhes essa descoberta no National Geographic Brasil

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Bajadasaurus pronuspinax - Dinossauro com crista de espinhos descoberto na Argentina

Imagens de Pablo Gallina
Os fósseis de Bajadasaurus foram encontrados em 2013 por pesquisadores da Fundação Félix de Azara e do Museu Paleontológico Ernesto Bachmann, em Villa El Chocón, em Neuquén.
Ele media nove metros de comprimento e vivia no que hoje é a Patagônia argentina, há 140 milhões de anos.
Uma grande característica era a crista cheia de espinhos enormes que se estendia do pescoço até o dorso.
A nova espécie de dinossauro foi encontrada na província de Neuquén, no norte da Patagônia, e foi chamada de Bajadasaurus pronuspinax.
O termo faz alusão à formação geológica em que foi encontrada, a Bajada Colorada, e aos longos espinhos inclinados para a frente que o caracterizam. Os detalhes dessa descoberta está na BBC (Acesse aqui a matéria)

Imagens de Pablo Gallina

"Os espinhos neurais - como são chamados - são projeções de ossos que saem da parte superior das vértebras do pescoço", explicou à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC, o paleontólogo Pablo Gallina, pesquisador da Fundação Felix de Azara da Universidade Maimonides em Buenos Aires e do Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas da Argentina, o Conicet.

Imagens de Pablo Gallina

Imagens de Pablo Gallina

Imagens de Pablo Gallina

Imagens de Pablo Gallina

Imagens de Pablo Gallina

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Incêndio destrói Museu Nacional

Itens da parte de botânica e alguns documentos foram salvos, o restante foi completamente destruído


O Museu Nacional é a instituição científica mais antiga do país e tinha um acervo de mais de 20 milhões de itens. Entre eles, estava o crânio de Luzia, o fóssil mais antigo das Américas e tesouro arqueológico nacional, e o maior meteorito já achado no país.

Com 200 anos completos em junho de 2018, o museu foi residência da família real e sede da 1ª Assembleia Constituinte do Brasil. A instituição vinha sofrendo com falta de recursos e tinha sinais de má conservação, como fios elétricos aparentes e paredes descascadas. Uma infestação de cupins destruiu a base onde estava instalada a reconstrução do fóssil de um dinossauro de 13 metros que foi descoberto em Minas Gerais e viveu há 80 milhões de anos.

Há três anos, o museu funcionava com orçamento reduzido. A instituição deveria ter um repasse anual de R$ 550 mil da UFRJ, que passa por uma crise financeira. Mas só recebia cerca de 60% desse valor desde 2015. Naquele ano, os serviços chegaram a ser interrompidos porque não havia como pagar funcionários.

Roberto Leher, reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), instituição responsável pelo museu, criticou o trabalho dos bombeiros. "Nós percebemos claramente que faltou uma logística e uma capacidade de infraestrutura do Corpo de Bombeiros que desse conta de um acontecimento tão devastador como foi esse incêndio."

As causas do fogo serão investigadas. A Polícia Civil abriu inquérito e repassará o caso para a Delegacia de Repressão a Crimes de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico, da Polícia Federal, que irá apurar se o incêndio foi criminoso ou não.


terça-feira, 27 de março de 2018

O mineral mais complexo da Terra é descoberto

E abre discussões sobre a influência humana nos minerais


A ewingita, um mineral à base de urânio, (cor amarelada típica dos compostos à base de urânio) é quase duas vezes mais complexo do que o mineral mais complexo que se conhecia até agora.
A ewingita foi descoberta na parede úmida de uma mina na República Tcheca, na mesma região onde o minério de urânio foi extraído para os estudos pioneiros de radioatividade feitos por Marie Curie, há um século. Os estudos de Marie Curie resultaram nas descobertas dos elementos polônio e rádio.

Complexidade
A complexidade estrutural dos minerais é medida por bits por unidade de célula. A média dos minerais conhecidos é de 228 bits.
"Minerais na faixa dos 1.000 bits são considerados muito complexos, mas apenas cerca de 2,5 por cento dos minerais conhecidos recebem essa designação. Em comparação, a ewingita mede 12.684,86 bits por unidade de célula, essencialmente dobrando a régua de medição que os mineralogistas usam atualmente," disse o professor Peter Burns, da Universidade de Notre Dame, nos EUA.

Os geólogos acreditam que a ewingita provavelmente só tenha crescido como um mineral de pleno direito ao longo das últimas décadas, depois que os humanos começaram a interagir com a mina e expuseram o material ao ar.
Para confirmar essa hipótese, a equipe do professor Burns está tentando recriar a complexa ewingita em laboratório para entender melhor as condições que levaram à sua formação e confirmar a participação humana no nascimento do mineral mais complexo que se conhece.

A ewingita, foi batizada em homenagem a Rodney C. Ewing, geólogo da Universidade de Stanford, por suas contribuições para os campos da mineralogia e da ciência nuclear.

Fonte da matéria: Site Inovação Tecnológica

Bibliografia:
Ewingite: Earth’s most complex mineral
Travis A. Olds, Jakub Plásil, Anthony R. Kampf, Antonio Simonetti, Luke R. Sadergaski, Yu-Sheng Chen, Peter C. Burns
Geology
Vol.: 45 (11): 1007-1010
DOI: 10.1130/G39433.1

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Fóssil humano mais antigo fora da África

Fóssil foi encontrado na caverna de Misliya em Israel

Imagem: Tel Aviv University/Reuters
O Fóssil de uma mandíbula parcial com sete dentes encontrada em 2012, na caverna de Misliya, nas encostas oestes do Monte Carmel, em Israel, representa o que cientistas estão chamando de os mais antigos vestígios conhecidos de Homo sapiens fora da África. A descoberta mostra que nossa espécie deixou o continente africano pela primeira vez muito antes do que se pensava anteriormente. Porém, só agora os cientistas puderam comprovar que os dentes carregam traços característicos do Homo sapiens e têm entre 177.000 e 194.000 anos.

O fóssil corresponde à parte esquerda da mandíbula superior de um jovem adulto, porém os pesquisadores ainda não conseguiram determinar o sexo da pessoa. Dentro da grande caverna onde foi encontrado, também foram descobertas lâminas e outras ferramentas de pedra que eram sofisticadas para a época, diversas lareiras e ossos queimados de animais. A descoberta indica que nossa espécie pode ter vivido fora da África já por volta de 175.000 anos atrás, 55.000 anos mais cedo do que se comprovara anteriormente.

O Homo sapiens apareceu pela primeira vez na África, com os fósseis mais antigos datando cerca de 300.000 anos. A saída do continente rumo a pontos extremos do globo é um dos fatores que explica a expansão humana pelo planeta.
Até agora, os fósseis mais antigos de Homo sapiens fora da África haviam sido descobertos em outras duas cavernas em Israel, e eram datados com entre 90.000 e 120.000 anos.

“Esta é uma descoberta emocionante, que confirma outras sugestões de uma migração anterior para fora da África”, acrescentou o paleoantropologista Rolf Quam, da Universidade Binghamton em Nova York, co-autor do estudo publicado na revista Science.

A nova descoberta apoia a ideia de que os humanos migraram da África por meio de uma rota rumo ao norte, pelo vale do rio Nilo, península do Sinai e pelo leste da costa mediterrânea, e não por uma rota mais ao sul através do estreito Bab al-Mandeb, que conecta a África à costa da Árabia Saudita, e de lá rumo ao subcontinente indiano e leste da Ásia, disse o paleoantropologista da Universidade de Tel-Aviv, Israel Hershkovitz, que liderou o estudo.


domingo, 30 de julho de 2017

Um Fóssil de dinossauro perfeito que parece estátua

Raridade foi encontrada por minerador no Canadá

Trata-se do fóssil de Nodossauro, espécime foi encontrado no Canadá, em 2011, mas será exposto só agora no Museu Real de Paleontologia Tyrrel do Canadá.
O fóssil foi achado pelo minerador Shawn Funk enquanto escavava a Mina Millenium de Alberta: “[Bati em algo] muito mais duro que a rocha que o circundava”, afirma ele na reportagem de National Geographic. O objeto pesava mais de uma tonelada e logo foi levado para o museu de Alberta para ser estudado.
O dinossauro viveu há cerca de 110 milhões de anos. O animal encontrado, em particular, media 5,4 metros e pesava 1.360 quilos.

Segundo os especialistas, o fato de o animal ter afundado no mar ajudou na preservação. Logo após imergir, seu corpo foi coberto por minerais, que se infiltraram no fóssil e garantiram sua aparência "jovial". Como afinal Michael Grenshko, da Narional Geographic, encontrar um fóssil desse tipo “é tão raro quanto ganhar na loteria”.

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