segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Incêndio destrói Museu Nacional

Itens da parte de botânica e alguns documentos foram salvos, o restante foi completamente destruído


O Museu Nacional é a instituição científica mais antiga do país e tinha um acervo de mais de 20 milhões de itens. Entre eles, estava o crânio de Luzia, o fóssil mais antigo das Américas e tesouro arqueológico nacional, e o maior meteorito já achado no país.

Com 200 anos completos em junho de 2018, o museu foi residência da família real e sede da 1ª Assembleia Constituinte do Brasil. A instituição vinha sofrendo com falta de recursos e tinha sinais de má conservação, como fios elétricos aparentes e paredes descascadas. Uma infestação de cupins destruiu a base onde estava instalada a reconstrução do fóssil de um dinossauro de 13 metros que foi descoberto em Minas Gerais e viveu há 80 milhões de anos.

Há três anos, o museu funcionava com orçamento reduzido. A instituição deveria ter um repasse anual de R$ 550 mil da UFRJ, que passa por uma crise financeira. Mas só recebia cerca de 60% desse valor desde 2015. Naquele ano, os serviços chegaram a ser interrompidos porque não havia como pagar funcionários.

Roberto Leher, reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), instituição responsável pelo museu, criticou o trabalho dos bombeiros. "Nós percebemos claramente que faltou uma logística e uma capacidade de infraestrutura do Corpo de Bombeiros que desse conta de um acontecimento tão devastador como foi esse incêndio."

As causas do fogo serão investigadas. A Polícia Civil abriu inquérito e repassará o caso para a Delegacia de Repressão a Crimes de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico, da Polícia Federal, que irá apurar se o incêndio foi criminoso ou não.


terça-feira, 27 de março de 2018

O mineral mais complexo da Terra é descoberto

E abre discussões sobre a influência humana nos minerais


A ewingita, um mineral à base de urânio, (cor amarelada típica dos compostos à base de urânio) é quase duas vezes mais complexo do que o mineral mais complexo que se conhecia até agora.
A ewingita foi descoberta na parede úmida de uma mina na República Tcheca, na mesma região onde o minério de urânio foi extraído para os estudos pioneiros de radioatividade feitos por Marie Curie, há um século. Os estudos de Marie Curie resultaram nas descobertas dos elementos polônio e rádio.

Complexidade
A complexidade estrutural dos minerais é medida por bits por unidade de célula. A média dos minerais conhecidos é de 228 bits.
"Minerais na faixa dos 1.000 bits são considerados muito complexos, mas apenas cerca de 2,5 por cento dos minerais conhecidos recebem essa designação. Em comparação, a ewingita mede 12.684,86 bits por unidade de célula, essencialmente dobrando a régua de medição que os mineralogistas usam atualmente," disse o professor Peter Burns, da Universidade de Notre Dame, nos EUA.

Os geólogos acreditam que a ewingita provavelmente só tenha crescido como um mineral de pleno direito ao longo das últimas décadas, depois que os humanos começaram a interagir com a mina e expuseram o material ao ar.
Para confirmar essa hipótese, a equipe do professor Burns está tentando recriar a complexa ewingita em laboratório para entender melhor as condições que levaram à sua formação e confirmar a participação humana no nascimento do mineral mais complexo que se conhece.

A ewingita, foi batizada em homenagem a Rodney C. Ewing, geólogo da Universidade de Stanford, por suas contribuições para os campos da mineralogia e da ciência nuclear.

Fonte da matéria: Site Inovação Tecnológica

Bibliografia:
Ewingite: Earth’s most complex mineral
Travis A. Olds, Jakub Plásil, Anthony R. Kampf, Antonio Simonetti, Luke R. Sadergaski, Yu-Sheng Chen, Peter C. Burns
Geology
Vol.: 45 (11): 1007-1010
DOI: 10.1130/G39433.1

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Fóssil humano mais antigo fora da África

Fóssil foi encontrado na caverna de Misliya em Israel

Imagem: Tel Aviv University/Reuters
O Fóssil de uma mandíbula parcial com sete dentes encontrada em 2012, na caverna de Misliya, nas encostas oestes do Monte Carmel, em Israel, representa o que cientistas estão chamando de os mais antigos vestígios conhecidos de Homo sapiens fora da África. A descoberta mostra que nossa espécie deixou o continente africano pela primeira vez muito antes do que se pensava anteriormente. Porém, só agora os cientistas puderam comprovar que os dentes carregam traços característicos do Homo sapiens e têm entre 177.000 e 194.000 anos.

O fóssil corresponde à parte esquerda da mandíbula superior de um jovem adulto, porém os pesquisadores ainda não conseguiram determinar o sexo da pessoa. Dentro da grande caverna onde foi encontrado, também foram descobertas lâminas e outras ferramentas de pedra que eram sofisticadas para a época, diversas lareiras e ossos queimados de animais. A descoberta indica que nossa espécie pode ter vivido fora da África já por volta de 175.000 anos atrás, 55.000 anos mais cedo do que se comprovara anteriormente.

O Homo sapiens apareceu pela primeira vez na África, com os fósseis mais antigos datando cerca de 300.000 anos. A saída do continente rumo a pontos extremos do globo é um dos fatores que explica a expansão humana pelo planeta.
Até agora, os fósseis mais antigos de Homo sapiens fora da África haviam sido descobertos em outras duas cavernas em Israel, e eram datados com entre 90.000 e 120.000 anos.

“Esta é uma descoberta emocionante, que confirma outras sugestões de uma migração anterior para fora da África”, acrescentou o paleoantropologista Rolf Quam, da Universidade Binghamton em Nova York, co-autor do estudo publicado na revista Science.

A nova descoberta apoia a ideia de que os humanos migraram da África por meio de uma rota rumo ao norte, pelo vale do rio Nilo, península do Sinai e pelo leste da costa mediterrânea, e não por uma rota mais ao sul através do estreito Bab al-Mandeb, que conecta a África à costa da Árabia Saudita, e de lá rumo ao subcontinente indiano e leste da Ásia, disse o paleoantropologista da Universidade de Tel-Aviv, Israel Hershkovitz, que liderou o estudo.


domingo, 30 de julho de 2017

Um Fóssil de dinossauro perfeito que parece estátua

Raridade foi encontrada por minerador no Canadá

Trata-se do fóssil de Nodossauro, espécime foi encontrado no Canadá, em 2011, mas será exposto só agora no Museu Real de Paleontologia Tyrrel do Canadá.
O fóssil foi achado pelo minerador Shawn Funk enquanto escavava a Mina Millenium de Alberta: “[Bati em algo] muito mais duro que a rocha que o circundava”, afirma ele na reportagem de National Geographic. O objeto pesava mais de uma tonelada e logo foi levado para o museu de Alberta para ser estudado.
O dinossauro viveu há cerca de 110 milhões de anos. O animal encontrado, em particular, media 5,4 metros e pesava 1.360 quilos.

Segundo os especialistas, o fato de o animal ter afundado no mar ajudou na preservação. Logo após imergir, seu corpo foi coberto por minerais, que se infiltraram no fóssil e garantiram sua aparência "jovial". Como afinal Michael Grenshko, da Narional Geographic, encontrar um fóssil desse tipo “é tão raro quanto ganhar na loteria”.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Macrauchenia a lhama com tromba

Cientistas conseguiram obter e analisar o DNA de um dos animais mais enigmáticos descobertos por Charles Darwin

Em 1834, o naturalista inglês Charles Darwin encontrou os primeiros fósseis da macrauquênia no Uruguai e na Argentina, e os passou ao renomado paleontólogo britânico Richard Owen, que ficou desconcertado pela incomum combinação de características, o que impedia estabelecer as relações evolutivas do animal. O significado do nome científico, Macrauchenia patachonica, é “lhama de pescoço longo da Patagônia”. Darwin descreveu bichos como a macrauquênia e o toxodonte, cujos fósseis também foram descobertos na América do Sul, como “os animais mais estranhos já descobertos”.
Uma das características mais extraordinárias das macrauquênias era a posição das aberturas nasais, que, ao contrário da maioria dos mamíferos, não ficava logo acima dos dentes frontais, mas entre os olhos. Isso poderia indicar a presença de uma tromba, como os elefantes, ou de narinas que se abrem e fecham, como as de focas.
“Imagine um camelo sem uma corcunda, com pés como os de um rinoceronte esbelto e uma cabeça no formato de um antílope”, disse Michi Hofreiter, especialista em paleogenética da Universidade de Potsdam, na Alemanha, e um dos autores do novo estudo.

Pela primeira vez, cientistas conseguiram obter e analisar o DNA de um dos animais mais enigmáticos descobertos por Charles Darwin, a macrauquênia (Macrauchenia patachonia). O estudo revelou que esse bicho misterioso, que tem um pescoço longo como o das lhamas e um tipo de tromba, é um “primo distante” de cavalos, rinocerontes e antas. O parentesco da espécie, que vivia na América do Sul e foi extinta entre 10.000 e 20.000 anos atrás, foi descrito em estudo publicado nesta terça-feira na revista científica Nature Communications.
Para resolver o mistério, pesquisadores da Universidade de Potsdam e do Museu Americano de História Natural, nos Estados Unidos, recorreram à análise do DNA mitocondrial extraído de um fóssil achado no Sul do Chile, em combinação com uma nova metodologia mais confiável para completar os segmentos genéticos danificados pelo passar do tempo. A análise revelou que os parentes atuais mais próximos das macrauquênias seriam os mamíferos placentários conhecidos como perissodáctilos, que englobam cavalos, rinocerontes e antas.

Os pesquisadores conseguiram reconstruir quase 80% do genoma mitocondrial das macrauquênias e as situaram em um grupo amplo, chamado panperissodáctilos, que também incluía os perissodáctilos. Segundo as conclusões do trabalho, as duas linhagens se separaram há 66 milhões de anos – aproximadamente a mesma data do impacto do asteroide responsável pela extinção dos dinossauros.

A macrauquênia sobreviveu até o Pleistoceno superior, entre 20.000 e 11.000 anos atrás. “Por que desapareceu, nós realmente não sabemos – ainda é uma questão em aberto se foram os humanos, as mudanças climáticas ou uma combinação dos dois”, disse Hofreiter.
(Fonte da Matéria: Veja.com)

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Aleodon, mamífero-réptil brasileiro é descoberto

Fósseis foram encontrados no Rio Grande do Sul
(Voltaire Paes Neto/Divulgação)
Cientistas brasileiros identificaram no Rio Grande do Sul os primeiros fósseis de Aleodon, um gênero de “mamífero-réptil” que só havia sido achado na África. De acordo com o estudo, publicado nesta quarta-feira na revista científica Plos One, os fósseis, que datam do Triássico (período entre 250 e 200 milhões de anos atrás), pertencem a uma nova espécie e a outras sete espécies já identificadas que conviveram com os precursores dos dinossauros e com outros animais que, eventualmente, deram origem aos mamíferos.
Os fósseis foram encontrados no município de Vale Verde e, há quarenta anos, os cientistas acreditavam que eles pertencessem ao gênero Chiniquodon, outro grupo de “mamífero-réptil” (répteis que exibem características similares aos mamíferos) que habitou a América do Sul. Contudo, a equipe dirigida pelo paleontólogo Augustín Martinelli resolveu reexaminar crânios, mandíbulas e dentes dessas criaturas carnívoras e compará-las aos Aleodon africanos. Verificando a morfologia e outras características dos animais, que têm o tamanho aproximado de uma onça, os pesquisadores perceberam que os fósseis eram mais parecidos com os exemplares africanos e propuseram a reclassificação.

(Voltaire Paes Neto/Divulgação)

Revelação da Nova espécie

A análise mais profunda revelou uma nova espécie do grupo Aleodon, que os cientistas batizaram de A. cromptoni, em homenagem a Alfred Crompton, o primeiro cientista a descrever os Aleodon. Os pesquisadores também reclassificaram sete outras espécies que, acreditava-se, faziam parte dos Chiniquodon.
Segundo os pesquisadores, a descoberta mostra que havia uma grande diversidade de animais na origem dos mamíferos e que algumas regiões da África, como Namímbia e Tanzânia, onde os primeiros Aleodon foram identificados, tinham uma fauna muito parecida com a do Sul do Brasil.

sábado, 10 de junho de 2017

ESTAURICOSSAURO (Staurikosaurus pricei)

O dinossauro brasileiro Cruzeiro do Sul
Imagem Paleoartista Rodolfo Nogueira

O Estauricossauro (Staurikosaurus pricei) é um gênero de dinossauro Herrerasauridae carnívoro e semi-bípede que viveu durante o período Triássico, no Brasil. Descobertas indicam que se trata de um dos primeiros dinossauros existentes no Planeta.

O gênero Estauricossauro significa Cruzeiro do Sul (constelação somente visível no hemisfério sul) e "sauros" (da palavra grega "saurus" que significa lagarto), assim Lagarto do Cruzeiro do Sul. O nome da espécie (pricei) é em nome do paleontólogo Lewellyn Ivor Price.

Foi descoberto em 1936, por Llewellyn Ivor Price, no Sítio Paleontológico Jazigo Cinco, na cidade de Santa Maria, Rio Grande do Sul. Seu nome é uma referência à constelação Cruzeiro do Sul, visível somente no hemisfério meridional. A espécie foi descrita e nomeada em 1970, quando era incomum encontrar dinossauros nesta parte do planeta.

Estauricossauro era um pequeno terópode que viveu no final do Período Triássico, há 225 milhões de anos - especificamente no Carniano. É um dos primeiros dinossauros que é conhecido. Com apenas 2,25 metros , 80 centímetros de altura, e pesando apenas 30 kg, o Estauricossauro era pequeno em comparação com terópodes que viriam mais tarde como o megalossauro. Pesquisas mais recentes parecem confirmar que Estauricossauro e o Herrerasaurus estão relacionados e são definitivamente terópodes. Evoluíram da linha saurópode.



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