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terça-feira, 27 de março de 2018

O mineral mais complexo da Terra é descoberto

E abre discussões sobre a influência humana nos minerais


A ewingita, um mineral à base de urânio, (cor amarelada típica dos compostos à base de urânio) é quase duas vezes mais complexo do que o mineral mais complexo que se conhecia até agora.
A ewingita foi descoberta na parede úmida de uma mina na República Tcheca, na mesma região onde o minério de urânio foi extraído para os estudos pioneiros de radioatividade feitos por Marie Curie, há um século. Os estudos de Marie Curie resultaram nas descobertas dos elementos polônio e rádio.

Complexidade
A complexidade estrutural dos minerais é medida por bits por unidade de célula. A média dos minerais conhecidos é de 228 bits.
"Minerais na faixa dos 1.000 bits são considerados muito complexos, mas apenas cerca de 2,5 por cento dos minerais conhecidos recebem essa designação. Em comparação, a ewingita mede 12.684,86 bits por unidade de célula, essencialmente dobrando a régua de medição que os mineralogistas usam atualmente," disse o professor Peter Burns, da Universidade de Notre Dame, nos EUA.

Os geólogos acreditam que a ewingita provavelmente só tenha crescido como um mineral de pleno direito ao longo das últimas décadas, depois que os humanos começaram a interagir com a mina e expuseram o material ao ar.
Para confirmar essa hipótese, a equipe do professor Burns está tentando recriar a complexa ewingita em laboratório para entender melhor as condições que levaram à sua formação e confirmar a participação humana no nascimento do mineral mais complexo que se conhece.

A ewingita, foi batizada em homenagem a Rodney C. Ewing, geólogo da Universidade de Stanford, por suas contribuições para os campos da mineralogia e da ciência nuclear.

Fonte da matéria: Site Inovação Tecnológica

Bibliografia:
Ewingite: Earth’s most complex mineral
Travis A. Olds, Jakub Plásil, Anthony R. Kampf, Antonio Simonetti, Luke R. Sadergaski, Yu-Sheng Chen, Peter C. Burns
Geology
Vol.: 45 (11): 1007-1010
DOI: 10.1130/G39433.1

terça-feira, 15 de julho de 2014

Maior dinossauro com quatro asas é descoberto

Changyuraptor yangi pode ajudar a explicar a origem do voo das aves

Batizado de Changyuraptor yangi, é 60% maior que o Microraptor zhaoianuso, maior dinossauro de quatro asas até então. Changyuraptor yangi viveu há 125 milhões de anos, é coberto de penas e tem uma cauda com 30 centímetros, que representa cerca de 25% de seu comprimento de 1,2 metro.
O fóssil foi achado por um grupo de cientistas americanos e chineses, no nordeste da China, região que tem se mostrado rica em vestígios fósseis de dinossauros com penas.
"Várias características que por muito tempo associamos aos pássaros evoluíram, na verdade, nos dinossauros, muito antes que os primeiros pássaros tenham surgido. Entre elas, traços como os ossos pneumáticos [dotados de cavidades], a capacidade de construir ninhos, as penas e, possivelmente, o voo", afirma Alan Turner, pesquisador da Universidade Stony Brook, nos Estados Unidos, e um dos autores do estudo.

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